Ser ansiosa me faz ver um futuro que nem sempre (leia-se nunca) se materializa. A tal expectativa.
A gravidez, que me despedi em 16 de setembro, me fez enxergar isto de uma forma mais concisa.
Desde que me descobri grávida uma onda de sensações estranhas tomaram conta de mim. Um misto de felicidade, por me descobrir grávida, e de inquietude, por não gostar do estar grávida.
E ao longo de 9 meses estas duas sensações foram oscilando, em um balanço que ora subia, ora descia.
Lembro-me que contava as datas, ansiosa pela chegada do tão esperado nascimento. Neste parto eu me despediria do meu estado gravídico que tanto me incomodava, e conheceria meu novo bebê - o que fazia tudo valer a pena.
Ao final da gravidez, apesar de todo o peso, do mundo que eu carregava em meus quadris, eu quis a barriga e comecei a aceitá-la. Mas o tempo correu e tão rápido quanto um relâmpago, Gregório nasceu, uma madrugada de domingo, de forma humana, porém rápida.
Não tive tempo de me despedir da minha barriga. E isto me frustrou. Foi ainda mais frustrante acordar e não senti-la, não ter um bebê alí dentro e já estar com ele nos braços.
De acordo com a minha psicóloga, viver algo de forma superficial e não adentrar as suas maravilhas causa esta nostalgia chata. A minha ansiedade me fez querer um futuro próximo, um futuro que nem demoraria tanto a chegar, bastava deixar que ele corresse seu curso natural. A ânsia em tê-lo tão logo, não me fez curtir o presente e deixou em mim uma peça mal encaixada.
Escrevo isto para que consiga ver que só os momentos bem vividos valem a pena, eles se vão mas não sem deixar uma saudade gostosa. Talvez a grande sacada esteja no presente, no agora, o depois não há como se prever.
De tanto desejar o futuro e esquecer do presente, uma hora você acorda e se pega pedindo, bem baixinho, que o futuro demore, que o presente persista e que você possa enxergar esta grande diferença.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Promessas.
Desde pequena sempre tive como características a inquietude e a ansiedade. A inquietude me fez conhecer a leitura e viajar com ela para outro mundo. A ansiedade me fazia querer um futuro imediato,querer o brinquedo mesmo antes de estar à venda, planejar o meu futuro sem nem mesmo me dar conta do presente. Antever.
Com o tempo passado e depois do meu passo de inquietude mais audacioso - vir morar no Sul do Brasil, tão diferente do meu Nordeste - veio a rotina. Com ela o livro, em outro tempo tão cobiçado, companheiro de tantas jornadas e dias de chuva, ficou largado em um canto. Na tentativa de retomarmos nossa história, eu procuro tê-lo novamente, mas por poucos dias, logo está novamente esquecido.
E pior, esquecido na cabeceira da cama.
As palavras, as frases, me faltam, não me deixam alimentar este blog, por exemplo. Em determinada postagem elas fogem e não consigo encontrá-las.
Mas sei que faltam porque não mais me alimento delas, e isso me frustra.
A rotina me trouxe a preguiça. Não há quem diga que não luto contra. Luto, tenho armas, tenho um tênis e, agora, uma máquina de costura.
Sinto como se estivesse mergulhada, tentando submergir, mas a cada tentativa uma força me empurra novamente ao fundo, sem me dar chance de ao menos respirar. E pior, uma força que pertence a mim.
A inquietude, tão marcante na infância, agora só aparece vez ou outra, em tentativas (vãs) do novo.
Tirando o pó deste blog e escrevendo contínuamente, espero fazer as pazes com as palavras, textos, leitura e, talvez, com a inquietude. Quero fazer, assim, um pacto que me faça voltar a gostar do que é realmente bom.
Que me faça ter sede pelo novo e me voltar ao que realmente importa.
A rotina, fiel amiga de tanto tempo, pode conviver com a inquietude, mas sem que a vença e se estabeleça. Que fique em seu lugar.
Anseio por um 2013 novo, limpo, com descobertas e decisões. O que não agrega que fique lá atrás, que tenha o seu espaço. Longe.
O que soma que seja bem vindo. Que seja presente.
Que eu consiga ficar de pé sem muletas, mas, sim, pela minha força.
Feliz Novidade.
Feliz Renovação.
Feliz 2013.
Com o tempo passado e depois do meu passo de inquietude mais audacioso - vir morar no Sul do Brasil, tão diferente do meu Nordeste - veio a rotina. Com ela o livro, em outro tempo tão cobiçado, companheiro de tantas jornadas e dias de chuva, ficou largado em um canto. Na tentativa de retomarmos nossa história, eu procuro tê-lo novamente, mas por poucos dias, logo está novamente esquecido.
E pior, esquecido na cabeceira da cama.
As palavras, as frases, me faltam, não me deixam alimentar este blog, por exemplo. Em determinada postagem elas fogem e não consigo encontrá-las.
Mas sei que faltam porque não mais me alimento delas, e isso me frustra.
A rotina me trouxe a preguiça. Não há quem diga que não luto contra. Luto, tenho armas, tenho um tênis e, agora, uma máquina de costura.
Sinto como se estivesse mergulhada, tentando submergir, mas a cada tentativa uma força me empurra novamente ao fundo, sem me dar chance de ao menos respirar. E pior, uma força que pertence a mim.
A inquietude, tão marcante na infância, agora só aparece vez ou outra, em tentativas (vãs) do novo.
Tirando o pó deste blog e escrevendo contínuamente, espero fazer as pazes com as palavras, textos, leitura e, talvez, com a inquietude. Quero fazer, assim, um pacto que me faça voltar a gostar do que é realmente bom.
Que me faça ter sede pelo novo e me voltar ao que realmente importa.
A rotina, fiel amiga de tanto tempo, pode conviver com a inquietude, mas sem que a vença e se estabeleça. Que fique em seu lugar.
Anseio por um 2013 novo, limpo, com descobertas e decisões. O que não agrega que fique lá atrás, que tenha o seu espaço. Longe.
O que soma que seja bem vindo. Que seja presente.
Que eu consiga ficar de pé sem muletas, mas, sim, pela minha força.
Feliz Novidade.
Feliz Renovação.
Feliz 2013.
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